
O Governo de Mato Grosso do Sul abriu uma seleção pública para contratar entidades que irão implantar tecnologias sociais de acesso à água no interior do estado. O projeto tem um orçamento estimado em R$ 6.979.726,95 e visam erguer 665 cisternas de ferrocimento com capacidade de 16 mil litros cada, beneficiando famílias de baixa renda que sofrem com os efeitos da estiagem prolongada ou com a falta de abastecimento regular de água.
O que observar agora
O foco do investimento são assentamentos rurais, aldeias indígenas, terras quilombolas e comunidades ribeirinhas de 13 municípios do estado. Conforme o Edital de Chamada Pública número 002/2026, publicado no Diário Oficial do Estado, a iniciativa é coordenada pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Os recursos financeiros são fruto de um convênio federal repassado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
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As obras foram divididas em dois lotes regionais para facilitar a logística das organizações que assumirem os serviços. O primeiro lote tem custo de R$ 3.463.623,90 para atender 330 famílias, enquanto o segundo lote prevê R$ 3.516.103,05 para a instalação de 335 reservatórios de água. O valor de referência estipulado para a montagem de cada unidade estrutural é de R$ 10.495,83.
As entidades privadas sem fins lucrativos ou cooperativas de trabalho interessadas em executar os trabalhos devem enviar as propostas e documentos exigidos até o dia 20 de julho de 2026. A meta é que todas as estruturas sejam concluídas no prazo de um ano após a assinatura das ordens de início de serviço. Os locais mapeados para receber as estruturas incluem assentamentos rurais, terras quilombolas, comunidades ribeirinhas e uma aldeia indígena.
A lista de municípios e o público beneficiado pelo edital inclui: Bonito, com 25 cisternas destinadas a moradores de assentamentos; Corguinho, com 60 unidades para atender comunidades quilombolas; Corumbá, com 170 reservatórios para assentados e ribeirinhos; Ladário, com 50 cisternas instaladas em áreas de assentamento; Miranda, com 25 reservatórios em regiões de assentados; Aquidauana, com 80 cisternas para pequenas propriedades de assentamentos; Bodoquena, com 20 reservatórios instalados em assentamentos; Itaquiraí, com 60 cisternas para atender as famílias assentadas; Maracaju, com 40 reservatórios focados no público de assentamentos; Nioaque, com 20 reservatórios destinados a assentados rurais; Pedro Gomes, com 35 reservatórios instalados em áreas quilombolas; Porto Murtinho, com 30 cisternas para atender moradores de aldeia indígena; e Sonora, com 50 cisternas divididas entre assentamentos, quilombolas e ribeirinhos.



